O que a morte de uma criança pode nos ensinar.

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Perder uma pessoa querida é sempre dolorido, difícil de compreender e devastador, independentemente de religião ou do tipo de compreensão que cada um tenha sobre a a vida e sobre a morte. Mas perder uma criança é algo que revolta, que nos faz por vezes perder a esperança de voltar a ter uma vida e nos coloca em desespero, em dor permanente e um busca incessante por respostas.

Nesse primeiro de março tivemos a notícia do falecimento do menino Arthur, neto do ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva, vítima de uma meningite que, de forma rápida, levou a criança à óbito. Mas o que mais assusta são os comentários maldosos acerca do tema, ao discurso de ódio presente em muitas falas de pessoas que se vêm livres de pecados e livre também da ira divina.

É de compreensão popular que, ainda que um pai mate acidentalmente um filho, ele precisa responder à justiça, ser processado e julgado pelo homicídio, mesmo sem culpa, porém a maior punição já é a perda da vida do filho, se fazendo desnecessária a punição legal.

Independentemente de partido político, o senhor em questão está pagando por cada ato ilegal que cometeu, está preso e ainda em fase de julgamento por demais denúncias existentes contra ele. Desde que as investigações começaram, já perdeu a esposa, o irmão e agora o neto de sete anos, então o que mais as pessoas querem? Apedrejar em praça pública?

Quem me conhece ao menos um pouco sabe que nunca fui a favor do PT, nunca fui a favor do Lula ou de qualquer coisa que viessem deles. Na época das eleições eu não me manifestei publicamente sobre meu voto porque achei injusto influenciar pessoas com a minha opinião. Agora, uma coisa é a rixa política, outra coisa bem diferente é desejar o mal ou, pior ainda, tripudiar da dor de quem quer que seja.

A morte do lindo menino Arthur nos ensina que precisamos amar mais, precisamos resgatar o sentimento de união, de compaixão, deixar o egoísmo e a maldade de lado, para nos unirmos, voltarmos a ser uma nação. Deus está nos mostrando insistentemente que é hora de passarmos a sentir a dor outro, a entender que ninguém está livre de perder alguém, que não podemos deixar de acreditar que somos todos humanos.

Na comunidade autista muito se fala em luta contra o preconceito, mas ao me manifestar publicamente sobre meu voto a favor do Bolsonaro e minha solidariedade com o ex-presidente Lula, vi pessoas falando atrocidades para ambos os lados, me atacando e desfazendo amizade, pessoas nitidamente preconceituosas, que se intitulam melhores que as outras seja lá por qual motivo.

É o raio-x da intolerância, da crueldade e da indecência que virou essa briga política, que já se tornou sem sentido, besta e repugnante.

Sou Bolsonaro, mas contra qualquer manifestação de ódio seja de qual lado for, pois não foi com ódio que se venceu essas eleições. E não será com ódio que iremos recuperar tudo o que se perdeu nesses anos todos que se passaram.

Reflitam! Sem ódio e com amor no coração.

Kenya Diehl