O dia-a-dia da conscientização do autismo

Muitas vezes a consciência sobre o autismo começa com uma conversa ou até mesmo com o que seria uma briga. Em momentos de lazer, de um simples trajeto de carro de aplicativo ou em um momento de reunião familiar.

Sabemos que é cansativo, que temos vontade de sentar e chorar, de jogar tudo para o alto e esquecer esse papo de ser forte o tempo inteiro. Mas se quisermos mesmo um mundo melhor, então nossa fraqueza só pode durar uns poucos instantes e logo precisamos restabelecer nossas forças e seguir firmes na luta.

Nada como bom humor, cordialidade e educação para mostrarmos que o autismo não é o bicho de sete cabeças que inventaram e espalharam por aí. Falar de autismo é também falar de amor, falar de nossos direitos, mas falar sobre quem somos, porque temos necessidades especiais e qual a melhor forma de nos ajudar quando estivermos em apuros.

Veja, abaixo, alguns relatos de experiências positivas com a conscientização do autismo, que fizeram a diferença na vida daqueles que se envolveram com a causa e colheram muito além do que simples informações:

Opa… Sempre que posso puxo o assunto com os motoristas de aplicativo que chamo, e tbm não é incomum encontrar pessoas que já possuem alguém na família mas que não tinha contato, ou que não sabia lidar com os membros da família.

Tbm não é difícil encontrar pessoas q não conhecem adultos autistas, ou que acham q o autismo é curado quando a criança cresce. E consigo desmistificar essa ideia citando o meu exemplo ou a do meu marido dos quais possuímos muitos traços típicos mas distintos e que nos encaixa dentro do espectro.

Meu marido não se sente confortável em falar ou puxar o assunto com pessoas q não conhece, mas eu sempre q posso puxo.

Minha última experiência foi com um motorista árabe recém chegado aqui no Brasil, ele nem ao menos sabia o q era autismo e eu falando de algumas características ele me dizia conhecer pessoas na família dele assim rs uma pena minha viagem ter durado apenas meia hora.”

Bruna Melo

“Eu tento com a minha família. Sem q eles possam se sentir culpados por eu não ter tido atendimento desde pequena”

Roseli Claro

“Sempre que tenho a oportunidade, tento aproveitá-la ao máximo. Funciona com as pessoas estranhas que encontramos ao longo do caminho, que tornam-se nossos amigos. Entre os familiares, nem tanto, é muita ausência. Mas devagar, chegaremos lá.”

Betinha Gouvêa

“Uma amiga minha que se aposentou, está dando aulas particulares e está se especializando em educação especial.”

Luciana Stringhini

“Bom dia minha linda , Como sabe meu filho E adotivo e Índio, imagine como é, a inclusão, o primeiros a serem concitizados foram minha família, fiz um grupo no watts para postar pdf ,assim eles poderiam lelerem sem precisar procurar muito, minha família foi fácil aceita ele como ele é ele muito amado, o segundo a ser explicado oque é o autismo foi o padeiro , pois ele é Gustavo se entenderiam desde o começo, pois sempre que ia a padaria eu colocava o Gustavo para comprar aí fui explicando ao dono da padaria oque era o autismo tando que ele hoje e nosso aliado na luta, novamente foi no mercado , sempre o colocava para ir pesar os alimentos ver preços, e nisso fui difundindo o autismo no mercado, terceiro a abençoada escola essa me deu trabalho , era conhecida como a mãe fogo, mas consegui me fazer ser ouvida , depois não me conformei , pois fui lendo não do autismo leve mas sobre todos e as dificuldades pois em minha cidade agora que vamos ter um espaço, fiz abaixo assinado nas redes sociais mandava para vereadores, ou seja todo político recebeu o abençoado abaixo assinado, aí fui ouvida por um vereador , mas quando se fala em dinheiro em lutas são poucos os que te ouve, mas formamos um grupo de mães, assim teríamos mais força, agora teremos o Centro pôs um deputado federal do meu município abraçou a causa com louvor, sou mesmo fogo quando quero algo para os outros, fiz do Autismo do Gustavo minha luta por todos , leves, moderados e graves, tivemos o segundo encontro de familiares de autista. Ou seja a Cidade acordou que temos autistas sem atendimento. Perdão, mas se for pra falar falo muito.”

AutismocacoalTea

“Estes dias estava com meu filho no supermercado e uma pessoa veio falar comigo. Perguntou se eu lembrava dela, tenho péssima memória mas lembrei q ela trabalhou ano passado na escola em que atuo como dentista. Ano passado fiz o que chamo de bate papo azul no HTPC dos professores desta escola estadual. Dinâmica, passei uns slides sobre meu filho e conversamos sobre inclusão. Esta professora estava presente neste dia. Neste nosso reencontro ela contou-me que ficou mechida em nosso bate papo e que posterior a ele procurou cursos de educação inclusiva e estava fazendo em atendimento educacional especial . Enchi o coração de alegria, minha sementinha azul brotou!!!”

Rubia Maldonado

“Percebi, através de conversas e de observações, que uma amiga não percebia o autismo da filha. Contando a ela sobre o caso do meu filho e sobre casos dos filhos das amigas, convidando-a para palestras sobre o assunto, ela reconheceu e se declarou espantada por não ter percebido antes.”

Luciana Honorato

“Eu converso com amigos..depois esses amigos quando vêem algum caso, falam a meu respeito..As pessoas acabam me procurando para saber mais sobre o autismo…Muitas vzs tem suspeita de um filho ou alguém na família…É bom poder ajudar”

Kellen Luziene Alves

Tudo aquilo que não podemos remediar, alterar ou curar, podemos optar pelo esquecimento e desejar a felicidade a cada instante. E o que podemos, devemos lutar bravamente, pois desde modo conseguiremos sentir verdadeiramente a felicidade e espalhar amor ao nosso redor, iluminar as pessoas à nossa volta e só permitir que sentimentos de positividade saiam e retornem livremente da atmosfera que nos cerca. Assim, com “pequenos grandes” passos seguimos na caminhada do bem, nos concentrando no amor, acreditando na positividade, na união, na verdade que liberta os corações que ainda sofrem a dor da exclusão. Não podemos nos deixar abater pelo cansaço dos que já desanimaram e nem pela maldade dos que nada fazem para melhorar o mundo. Precisamos seguir fortes e conscientes de nossa missão!

Bora lutar por um mundo melhor? A conscientização vai muito além do mês de abril, a luta é no dia-a-dia, é o ano inteiro , em cada oportunidade.

Vem comigo!

KenyaDiehl®️

Autista e mãe de autista

Escritora, Blogueira e Palestrante

Colunista da Revista Ser Autista